domingo, 28 de dezembro de 2008



...e como se cada passo de paixões prematuras,
arancase de mim, pedaços e pedaços de m’alma ,
ê inigualável falta me fizesse cada pedaço
que me levaram a mão armada de carinho...
e cada sentido meu gritasse pro mundo
um basta ao pueril coração que me abita,
sem licença,
sem pedido,
sem causa,
sem caso,
sem copo,
sem álcool,
numa mesa a sois,
comigo e eu,
eu e “ migo “...
do álcool absolvido por si só sem mim,
sem eu,
sem você,
sem meus vocês, eu choro!
choro!
molho!
choro!
choro molhado de amores
corridos,
tragados,
vividos,
revividos,
relembrados,
acabados e mortos
no seio de seu corpos sem mim,
sem copo,
sem álcool...
não vejo saída,
não vejo entrada não tem janelas!
tranco - me em meu quarto em penumbra
de ódio
e dor de amor inigualável-mente em carência que
continua...
continua...
continua...

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