
Sabe aquele vazio que bate?
Quando algo te bate...
Arrebate-te...
Pra baixo do arrebate...
Joga-te no chão como se fosse pano...
Velho,
Sujo,
Rasgado,
Imundo,
Enrugado...
Ta frio,
Ta escuro,
E ao mesmo tempo calmo,
Você remoi o que te coroe,
Vai mastigar o que te come à consciência,
Deixa-te inchada,
Deixa-te sádica...
Aquilo que acontece quando o dragão emerge,
Do fundo do abismo...
Aquele sabe? Bem profundo?
Aquele, profundo você...
Aquele você que ninguém vê...
Aquele você que tenta esconder mais quando esta cheio de si
Si sai sozinho...
Sem pedir permissão,
Aquele seu eu,
Que não pede licença,
Não tem educação,
Não diz obrigado nem boa tarde ou bom dia...
Aquele que talvez engolisse o mundo se não fosse estar no sub mundo...
Ele sai num grito de socorro num jogo de desespero,
No vazio o uru!!!!
Calado...
Dentro da minhoca de ferro... Vê-se passar a calçada,
A faixa,
O amarelo,
Vermelho...
E você para...
Então verde...
Você segue,
E em seguida alguém te fecha na esquina você se ferra...
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