quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Desfragmentar



Através de janelas
que se deslocam pela orla,

Olho,
assisto,
a vida lá fora.

Está molhada,
regada,
anda,
fingi que ri,
ignora sua realidade sórdida,
martilhe,
bonecos fingem que vivem,
fingem fingir.

Andam sem saber a onde,
sem saber por onde,
vai se escorrendo por bueiros fétidos,
decompostos pelos pingos que caem em meu nariz.

Por um instante eu sorri,
e pelo o vidro da janela andante,
eu me desfiz...

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